Pular para o conteúdo principal

Vaquejada pode ser regulamentada em PE

Tradição secular no Nordeste, a vaquejada está prestes a ser regulamentada como prática desportiva e cultural nos municípios pernambucanos. O reconhecimento foi oficializado por meio da lei nº 16.329, aprovada pela presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), e que agora segue para a sanção do Poder Executivo. A nova legislação estabelece diretrizes com o objetivo de resguardar o bem-estar dos animais envolvidos na vaquejada, além de criar proteções ambientais, sanitárias e segurança geral dos eventos. Na região nordestina, a medida já é realidade em outros estados, a exemplo do Ceará e Rio Grande do Norte. Para se ter uma ideia do quão forte é a tradição, inclusive para a economia, no Nordeste há aproximadamente quatro mil provas por ano, gerando 600 mil empregos diretos, segundo dados da Associação Brasileira de Vaquejada (Abvaq). 

Embora o governador Paulo Câmara ainda precise validar a lei aprovada pela Casa legislativa, a notícia já é motivo de comemoração para as instituições e produtoras desse tipo de evento, uma vez que em 2016, por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia determinado a proibição do esporte no Ceará, por entender que havia maus-tratos aos animais, tornando a prática inconstitucional. A decisão, na época, causou preocupação e revolta, já que proibir a tradição no Ceará abriria portas para o encerramento da vaquejada em outros estados. Para o assessor jurídico da Abvaq, Eduardo Torres, a lei, quando sancionada, dará uma maior estabilidade para as vaquejadas ocorrerem no Estado, já que a legislação vem para dar segurança a organizadores que dependem desses eventos para sobreviver. Inclusive, entre os artigos da lei, a presidência da Alepe reconhece a instituição ao citar que “considera-se como norma complementar o Regulamento Geral da Vaquejada disposto pela Associação Brasileira de Vaquejada”. 

Leia também:
STF revalida prática das vaquejadas
Legalizada no Congresso, prática da vaquejada deve virar batalha no STF


“O termo elimina qualquer possibilidade de maus-tratos aos animais. Desde o princípio, o Ministério Público é nosso parceiro, fiscalizando a atividade)”, detalha. Tais regras da Abvaq são as mesmas que constam nos Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmadas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) com os organizadores de vaquejadas. O documento traz uma série de orientações aos promotores de Justiça com atuação na defesa do meio ambiente a fim de guiá-los no trabalho voltado ao esporte. Entre elas, a de que é vetado o uso de bois com chifres pontiagudos que ofereçam riscos aos competidores e cavalos, a exceção de bois com protetores nos chifres. Todos os animais devem ser transportados em veículos apropriados.

Retrocesso

Na avaliação da representante da Confederação Nacional de Defesa Animal (Confaos), Goretti Queiroz, entender a vaquejada como esporte e patrimônio cultural é entender a crueldade como cultura. “Se há a necessidade de se falar em vaquejada como cultura, que seja dito, mas que não ocultemos de nós mesmos que tipo de cultura ela é: da crueldade do homem em relação aos animais.” Até o fechamento desta edição, a Folha não conseguiu contato com o presidente da Alepe, Guilherme Uchôa.

Fonte: Folha PE

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CARICATURA DO DIA: BRAULIO BESSA

Está aí a minha referência, tinha que colocar a caricatura desse poeta danado. Sem demagogia e burocracia, faço propaganda grátis de um blog, até então desconhecido por mim, mas com trabalho muito arretado!  Na imagem: grande poeta nordestino que representa tão bem nossa região, não só no país mas em todo mundo, este é o poeta do meu coração. Para quem não conhece, PRAZER BRÁULIO BESSA! Canal no YOUTUBE FACEBOOK PESSOAL Caricatura retirada do blog: caricateixeira.blogspot.com.br

Linha do tempo da história de racismo no Brasil

Foto por:  CUT Brasília 1837 - Primeira lei de educação: negros não podem ir à escola 1850 - Lei das terras: negros não podem ser proprietários 1871 - Lei do Ventre Livre - liberdade nenhuma 1885 - Lei do Sexagenário - quem sobrevivia para ficar livre? Os negros viviam, em média, até os 40 anos. 1888 - Abolição (foram 388 anos de escravidão) 1890 - Lei dos vadios e capoeiras - os que perambulavam pelas ruas, sem trabalho ou residência comprovada, iriam pra cadeia. Dá para imaginar qual era a cor da população carcerária daquela época? Você sabe a cor predominante nos presídios hoje? 1968 - Lei do Boi: 1.ª lei de cotas! Não, não foi pra negros, foi para filhos de donos de terras, que conseguiram vaga nas escolas técnicas e nas universidades. 1988 - Nasce nossa ATUAL CONSTITUIÇÃO. Foram necessários 488 anos para ter uma constituição que dissesse que racismo é crime! Na maioria das ocorrências se minimiza o racismo como injúria racial e nada acontece. 2001 ...

Facigma NOVA PARCEIRA DO BLOG TALENTOS PERNAMBUCANOS

LINK DA PÁGINA OFICIAL DA FACULDADE