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MinC: 6ª edição do Prêmio Culturas Populares


RICARDO FERNANDES / DPFONTE: DP

Recife foi a capital escolhida para o lançamento da 6ª edição do Prêmio Culturas Populares, maior premiação do setor promovida pelo Ministério da Cultura (MinC). O ministro Sérgio Sá Leitão lançou o projeto, ontem, no Museu do Cais do Sertão, no Bairro do Recife, cujo auditório foi aberto especialmente para o evento. As inscrições poderão ser feitas a partir da próxima segunda-feira pelo site do MinC ou pelos Correios. O prêmio é um reconhecimento do trabalho cultural desenvolvido por pessoas e grupos populares, ou seja, não é necessário apresentar novos projetos para sair vencedor. A homenageada deste ano é Selma do Coco, que morreu em 2015. Essa é a segunda vez que uma mulher é homenageada em seis edições.

Este ano o prêmio tem novidades. Serão cinco iniciativas escolhidas por região e poderão entrar no rol expressões como grafitagem e tecnobrega, por exemplo. Além disso, os trabalhos somente podem concorrer com outros da própria região. Também foi aberta uma categoria para prestigiar projetos que promovem acessibilidade cultural a pessoas com deficiência. Outra boa notícia é o valor do prêmio, que este ano dobrou para R$ 20 mil. Quem ganhou no ano passado não pode participar nesta edição. 

"O prêmio é uma maneira de incentivar a manifestação de caráter popular e tradicional. O objetivo é estimular financeiramente essas iniciativas para continuarem trabalhando. Diante das adversidades, as pessoas pensam em desistir", destacou o ministro. Na hora da votação, que terá jurados de todas as regiões, será levado em conta não a qualidade do projeto inscrito no MinC, mas sim a qualidade do trabalho desenvolvido. 

O ministro disse, ainda, que esta forma de repasse de verbas como prêmio é menos burocrática que o convênio. Ele citou, por exemplo, que há 40 convênios parados no programa Cultura Viva por falta de documentação dos beneficiados. Leitão também apontou 20 premiados no Culturas Populares do ano passado sem receber porque não apresentaram toda a documentação solicitada pelo MinC. 

O lançamento aconteceu em meio a apresentações populares no auditório do museu. Dorinha do Coco, Aurinha do Coco, Lia de Itamaracá e o grupo de coco formado por netas de Selma do Coco prestigiaram o ritmo. O grupo Papanguarte, de Bezerros, colocou o ministro para dançar o frevo. Também se apresentaram o Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu, além de quadrilha junina, afoxé e os músicos Robertinho do Recife e Beto Brito. 

O prêmio estava suspenso desde 2012 e voltou à cena no ano passado. "Devia ter mais recursos, mas espero que seja uma política de caráter contínuo. Tudo que fazemos em cultura tem dimensão econômica, seja a arte do pequeno artesão ou o grande festival. O investimento em cultura gera aumento de arrecadação para os entes públicos. E aí, o que é feito na crise? Primeira coisa é cortar investimento em cultura. Isso não é inteligente", analisou o ministro. 

O Prêmio Culturas Populares já teve 9 mil inscrições em cinco edições, 1.545 premiados e R$ 18,7 milhões em prêmios distribuídos nas cinco regiões. Cada candidato somente pode se inscrever em uma categoria. Serão 200 prêmios para iniciativas de mestres e mestras (pessoas físicas), 180 para grupos (sem constituição jurídica CNPJ), 70 para pessoas jurídicas sem fins lucrativos, 20 para herdeiros de mestres e mestras in memoriam e 30 para grupos e pessoas jurídicas que comprovem ações em acessibilidade cultural. Na comissão de seleção estarão 30 membros, sendo 15 titulares e 15 suplentes. Serão servidores públicos e representantes da sociedade civil.

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